Eu pensava muito no futuro, nas coisas que podem acontecer, nas coisas que eu devo fazer, nas coisas que eu tenho que fazer, e meio que isso me tirava do presente e sempre ficava com uma sensação de “quando isso acontecer”, como se eu sempre estivesse esperando por algo, sempre estivesse esperando as coisas acontecerem. No final, isso cria uma angústia, uma impaciência, uma frustração, mas, acima de tudo, tira a gente do presente.
Eu lembro de como era acordar, quando criança, em um domingo, e não ter nada de expectativa, nenhuma projeção, nenhuma murmuração, nenhuma preocupação; somente levantar e sentar no sofá, por exemplo. A mente não divagava; era somente a presença, o observar do presente, das coisas que aconteciam, de perceber o sentimento.
Podemos voltar a ser assim se limparmos a nossa mente, confiando e entregando o futuro a Deus, e parando de constantemente criar projeções de como vão acontecer as coisas, e aceitar que é impossível saber e que temos apenas o presente.

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