Afastem-se do orgulho como se afastam da peste mortal que assola sobre a noite escura, porque, em verdade, o orgulho é muito mais mortal do que qualquer sofrimento que pode haver sobre a Terra.
Não se envaideça com elogios e nem se diminua com as ofensas do mundo, porque teu valor não está, e nunca esteve, em como o mundo te julga, mas sim como o Pai que está no céu te vê.
Permaneçam vigilantes para que, de elogios, não nasça o orgulho. Sejais humildes como Cristo o foi.
Porque, em verdade, aquele que se fizer maior será como menor ao Reino de Deus, e aquele que se fizer como menor será como maior ao Reino de Deus.
O orgulho é o pecado mais perigoso que há sobre a Terra, porque, no orgulho, nasce a distorção que nos incapacita completamente de enxergar a verdade. Quando nosso espírito enche-se de orgulho, sentimos que somos melhores, superiores aos nossos irmãos, que somos autossuficientes, independentes e que tudo basta em nós mesmos, mas esquecemos que, sem Deus, nós não somos nada.
O orgulho cria a falsa necessidade de manter uma aparência, manter uma identidade que não é real, de que somos melhores e não precisamos de ajuda. É nessa postura que o orgulhoso escolhe manter que está o perigo que levará à sua própria morte.
Apenas no orgulho pode nascer o mais terrível pecado: a blasfêmia contra o Espírito Santo. Negar a Deus é o mesmo que um paciente terminal negar o único remédio que poderá salvar a sua vida. Ser orgulhoso é preferir a morte a permitir reconhecer a nossa própria limitação.
Talvez por isso muitos sejam orgulhosos, porque reconhecer a nossa insignificância traz uma insegurança tão grande que, sem Deus, a nossa única alternativa seja achar motivos para não justificar o nosso medo de não sermos nada.
Somente quando pararmos de mentir para nós mesmos e aceitarmos a verdade de que não somos mais especiais do que ninguém, poderemos finalmente aceitar a verdade e ver o vazio em que o nosso coração se encontra. E, finalmente, buscar aquilo que irá verdadeiramente nos preencher: o amor de Deus.
No amor de Deus, some toda insignificância, porque Nele sentimos o impossível e paradoxal amor. Mesmo que nós sejamos apenas poeira efêmera, para Ele somos o Seu tesouro.
Somente com o amor de Deus nos curamos do vazio da vida, porque, diante desse amor, mesmo sem compreender, é suficiente para que saibamos que, em Deus, há um porquê.
O dia do Senhor está chegando, e Sua ira virá sobre a Terra e recairá sobre os ímpios. E estes serão lançados no abismo, onde só há choro e lágrimas. Lá permanecerão por eras.
O tempo está chegando. Ele já está batendo na porta. Arrependei-vos e buscai o Senhor, nosso Deus.
Não há mais tempo para continuarmos vivendo na iniquidade. É tempo de colheita. A separação do joio e do trigo será feita, e os anjos do Senhor lançarão fora todo joio na fornalha.
Jesus está dando os últimos minutos de graça, mais uma oportunidade misericordiosa para nos arrepender e escolher uma nova vida ao Seu lado.
Não há mais tempo, irmãos! Busquem amar ao nosso Senhor, nosso Deus, de todo entendimento, de toda alma e de todo coração.
Porque somente na presença do Senhor ficaremos livres das penas que virão sobre os ímpios. É no amor do Senhor que há a verdadeira vida.
Todos os prazeres ilusórios do mundo cairão para que muitos possam meditar naquilo que é realmente verdadeiro e eterno.
Não se iludam com o mundo, mas perseverem na fé. E mantenham-se sob as asas protetoras de amor do Altíssimo.
Viver é aprender a ouvir os sussurros da alma, as mais pequenas impressões do nosso sentimento; é aprender a respeitá-las e honrá-las.
Diante do barulho do mundo, ficamos surdos e não percebemos a ferida que cresce dentro do nosso peito. Ficar em silêncio, sozinho, meditativo, não é apenas importante, mas necessário.
Precisamos ouvir a voz que surge do silêncio, a voz mais profunda da nossa alma, e entender o que ela precisa: às vezes, de descanso; às vezes, de uma pausa, uma palavra de conforto, uma mudança de perspectiva. O que não podemos é ignorar a maior força que há em nós: o sentimento.
Buscar o primeiro e maior mandamento do Cristo é reconhecer que essa voz, que sussurra dentro de nós quando tudo mais está em silêncio, precisa do amor incondicional e acolhedor que só Deus tem.
Quanto mais cuidarmos dessa voz através de buscar estar na presença reconfortante do Cristo, mais nosso interior se curará e viveremos com vida em abundância.
Todos os animais na natureza vivem em harmonia plena. Eles não precisaram aprender como viver; eles apenas seguiram a sua natureza.
Nós, humanos, somos a imagem e semelhança de Deus. Viveremos como Cristo quando apenas aprendermos a nos silenciar e a ouvir a verdadeira voz da nossa alma.
Senhor, obrigado pelo dia de hoje. Obrigado por ter me transformado em quem sou hoje. Obrigado por tudo o que passei para chegar até aqui.
Teu amor é o que me fortalece a cada dia. Teu amor é o que me permite viver com paz no coração. Tudo é renovado ao Seu lado. Vós sois o Deus da redenção!
Um perverso homem, ao Seu lado, se torna um dos maiores exemplos de entrega e amor a serviço do bem. Nosso passado não é resistência para o que quiseres fazer em nossas vidas. Tudo é feito novo Contigo.
Vivemos acreditando que encontraremos segurança nas coisas do mundo: “Quando eu tiver aquele emprego estável, estarei bem!”, “Quando fizer aquela reserva, estarei seguro!”. Mas não há segurança em nenhuma dessas coisas. Tudo do mundo é ilusório.
A verdadeira segurança sempre foi e sempre será Deus. Não há nada que você possa fazer. Todos os seus esforços de alcançar segurança são pura ilusão. Porém, em Deus há a verdadeira segurança: Aquele que proverá água da pedra no deserto, Aquele que trará maná dos céus, Aquele que fará os leões mansos, o que fará o fogo não queimar, Aquele que fará caminho no meio do mar quando estiveres encurralado, Aquele que cura o incurável, a cegueira, a paralisia e até a morte!
Mesmo que você morra, Ele pode te trazer de volta!
Deus pode fazer tudo, qualquer coisa, por qualquer pessoa, a qualquer momento. Você é infinitamente amado por Deus. Deus faria qualquer uma dessas coisas e até coisas maiores por você. Por você mesmo que está lendo isso!
Deus somente quer o teu coração, o teu amor, o completo, sincero e verdadeiro amor. Você precisa desenvolver o seu relacionamento com Deus, porque, quanto mais verdadeira for tua fé, mais sincero for teu amor, mais puras forem as tuas intenções, mais próximos forem teus pensamentos dos pensamentos de Deus, Ele não ignorará teus clamores de forma alguma.
Deus não é o nosso servo, mas Ele é o nosso Pai. Como um pai e uma mãe se preocupam em educar seus filhos, assim também é o Senhor. Ele sabe discernir quando estamos teimosos ou quando somos verdadeiros. Ele sabe o que fará nosso coração endurecer ou amolecer. Ele sabe o que nos fará arrogantes ou humildes, verdadeiros ou falsos, fracos ou fortes. Deus leva em conta tudo isso para responder aos nossos clamores.
Os profetas do Senhor que, através da graça de Deus, operaram milagres são humanos como nós. A única diferença entre eles e nós é onde estava o coração deles: no Reino de Deus ou nas coisas do mundo.
O maior e mais importante mandamento é este: “Ame ao Senhor, o seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento”. Não há mandamento maior que este.
Dentro de uma identidade, vimos que é a percepção que determina a felicidade. A percepção, ela vem de como o indivíduo observa o mundo através das suas crenças.
E o que são crenças?
Crenças são pensamentos que repetimos todos os dias a nós mesmos, ideias que categorizamos como verdade. A nossa verdade é a nossa percepção; a percepção determina como sentimos tudo.
Jesus disse que Ele era o caminho, a verdade e a vida. Mas o cristianismo, como é preconizado, não resolveu o problema da felicidade; apenas iluminou o caminho.
Qual era a verdade de Jesus?
“Eu e o Pai somos um.”
Essa foi a identidade que o Messias tomou para si mesmo. O “Eu serei o que serei”, a fagulha divina que encarnou Jesus, Aquele que consideramos o caminho para o paraíso, identificou-se a si mesmo como um com o Pai.
Se o que mais procuramos é a felicidade e a felicidade nasce de uma identidade que tomamos, Jesus então nos ensina a verdade: que todos somos unos com o Pai. Acredite nisso verdadeiramente, porque o observador escolhe a realidade com base em um foco de identidade em que acredita.
E o que é acreditar em ser uno com o Pai? O que é Deus?
Deus é “Eu serei o que serei”. Deus é potencial infinito realizado de todas as identidades, experiências, vivências. Deus é tudo e todos.
Ser uno com o Pai vai transformar a sua percepção. Percebendo que todos somos um, você é o infinito, eterno, insondável e o puro amor por tudo e todos, vendo em cada um uma expressão de si, de infinita singularidade e de equânime importância.
Ser Deus é amar profundamente, é viver em estado de graça, cheio de amor para com tudo e todos.
A felicidade é algo interno. A felicidade é sentimento.
O que é sentimento?
O sentimento é a qualidade do que a consciência processa daquilo que vivencia. Então, tudo que vivenciamos, a nossa consciência processa como uma qualidade.
Mas vemos pessoas passando pelas mesmas coisas e sentindo coisas completamente diferentes. O que explica isso?
A experiência não é absoluta, mas é subjetiva. Subjetiva porque não depende dos fatos concretos, mas sim da percepção individual.
O sentimento, então, é a qualidade da nossa percepção? E o que é a percepção?
A percepção é a forma como enxergamos o mundo. A percepção é o filtro pelo qual vemos a realidade.
O que é esse filtro?
O filtro é o que cada pessoa tem de único: a própria consciência.
Do que a consciência é formada?
A consciência é uma sopa de todas essas coisas: crenças, pensamentos, sentimentos, atitudes, ideias, hábitos, identidade, memória, coletivo exterior, coletivo interior.
Mas esse, na verdade, seria o ego?
A consciência verdadeira é o próprio observador que é capaz de vivenciar todas essas experiências. No nível do observador, aquilo que é escolhido para ser observado é o foco em uma certa identidade. Essa identidade se desdobra em toda a realidade.
No nível mais profundo de criação, nós definimos quem nós somos. Deus é o “Eu sou quem sou”. O observador acredita ser a identidade.
A libertação suprema não é moldar o seu ego, suas crenças, para se tornar feliz, nem adotar uma outra identidade. A libertação suprema é o dissolver da própria identidade, é reconhecer-se como o próprio observador e sua natureza: o foco em sua autoidentidade.
Longe de Ti e cheio das impressões do mundo, minha alma vive em um turbilhão de sentimentos e pensamentos. Anseios se tornam ansiedades, angústias e dor; erros se transformam em arrependimentos, culpa e profunda tristeza.
O mundo não consegue nos curar nem do passado nem do futuro; ele só aumenta a nossa dor ainda mais, nos colocando um fardo de expectativas, impressões e julgamentos. Chegando ao limite da dor, sem suportar o próprio passado e sem conseguir vislumbrar o futuro, muitos sucumbem.
A dor parece sem fim para aqueles que não têm a Ti, Jesus. Somente com Cristo consegui me perdoar do meu passado e entender que, não importa o quanto eu tenha errado, Ele é o Deus da redenção.
Nem meu passado nem meu futuro mais me assombram ao Teu lado, Jesus. Teu amor me fez entender que nada que eu possa fazer vai fazer Você deixar de me amar. Você já me perdoou muito antes de eu mesmo me perdoar. E só por isso eu consegui me perdoar, porque Teu amor é tão grande.
Você me mostrou que o meu futuro não depende do meu passado, que tudo pode ser feito novo e renovado. Você me fez entender que, independente do futuro ou do passado, eu só tenho o agora e, em todo agora, sempre tenho a Tua presença.
E a Tua presença é tudo o que preciso para estar cheio da Tua graça, resplandecente do Teu amor e infinitamente grato pela vida que possuo, por ter vivenciado este momento ao Teu lado.
O amor de Cristo nos cura de tudo. Não há nada mais poderoso neste e nos infinitos universos do que Seu amor.
Jesus é o remédio de todas as almas para saírem das névoas sombrias da própria dor e, finalmente, vislumbrarem os raios redentores, misericordiosos, de amor do nosso infinito e bom Deus.