O orgulho é o pecado mais perigoso que há sobre a Terra, porque, no orgulho, nasce a distorção que nos incapacita completamente de enxergar a verdade. Quando nosso espírito enche-se de orgulho, sentimos que somos melhores, superiores aos nossos irmãos, que somos autossuficientes, independentes e que tudo basta em nós mesmos, mas esquecemos que, sem Deus, nós não somos nada.
O orgulho cria a falsa necessidade de manter uma aparência, manter uma identidade que não é real, de que somos melhores e não precisamos de ajuda. É nessa postura que o orgulhoso escolhe manter que está o perigo que levará à sua própria morte.
Apenas no orgulho pode nascer o mais terrível pecado: a blasfêmia contra o Espírito Santo. Negar a Deus é o mesmo que um paciente terminal negar o único remédio que poderá salvar a sua vida. Ser orgulhoso é preferir a morte a permitir reconhecer a nossa própria limitação.
Talvez por isso muitos sejam orgulhosos, porque reconhecer a nossa insignificância traz uma insegurança tão grande que, sem Deus, a nossa única alternativa seja achar motivos para não justificar o nosso medo de não sermos nada.
Somente quando pararmos de mentir para nós mesmos e aceitarmos a verdade de que não somos mais especiais do que ninguém, poderemos finalmente aceitar a verdade e ver o vazio em que o nosso coração se encontra. E, finalmente, buscar aquilo que irá verdadeiramente nos preencher: o amor de Deus.
No amor de Deus, some toda insignificância, porque Nele sentimos o impossível e paradoxal amor. Mesmo que nós sejamos apenas poeira efêmera, para Ele somos o Seu tesouro.
Somente com o amor de Deus nos curamos do vazio da vida, porque, diante desse amor, mesmo sem compreender, é suficiente para que saibamos que, em Deus, há um porquê.

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