Tudo o que existe é a mente, e a realidade é criada a partir da sua observação. Deus, a consciência suprema e única, é infinito e experiencia tudo. Ainda que o mundo seja um espelho do que está dentro de você, ele também é vivido individualmente por cada perspectiva única.
A consciência suprema é livre de sofrimento porque não se identifica com as formas e sabe que não há separação. Libertar-se da dor exige conhecer a verdade. Essa verdade é que somos um com o Todo. Para que isso aconteça, temos que caminhar pelo caminho que Cristo ensinou: o amor, o altruísmo divino que reconhece que todos somos nós mesmos, até a dissolução do ego por esse amor.
Chega um ponto em que você se vê livre de formas, padrões, identidades e ego, sentindo o divino em sua plenitude. Você não está sozinho. O ego exige ignorância, pois somente fora da verdade alguém pode acreditar que está separado do outro.
Vivemos, assim, em uma ilusão, real enquanto permanecemos ignorantes e identificados com o ego. Isso, porém, não é inteiramente ruim, porque, se nós, Deus, fôssemos incapazes de experienciar a ignorância, não aprenderíamos a sabedoria que ela nos oferece.
O mundo existe, a separação existe, a ignorância existe, como caminho para uma sabedoria além daquela que seríamos capazes de alcançar unos. Existe também a possibilidade de experienciar incontáveis coisas, de criar, de sustentar essa ilusão de separação e de nos amarmos a nós mesmos de tantas formas belas.
No processo de criação da ignorância, nos perdemos na individualização, no ego, e acabamos criando violência, sofrimento e todo tipo de dor. Ainda assim, a consciência apenas se expande, nunca se retrai. Nesse processo infinito, o amor sempre prevalece.

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