Qual a vida que eu quero criar para mim? A morte é o maior revelador da verdade, traz um contraste tão instantâneo, forte e permanente que nada supera. É a mudança abrupta de uma realidade para outra. Tudo o que você tem aqui, tudo, é deixado para trás. A única coisa que você leva é quem você é. Você não leva coisas, não leva posses, não leva dinheiro, não leva o corpo, não leva nem os relacionamentos, não leva absolutamente nada. A única coisa que sobra depois da morte é você. O maior projeto sempre deve ser esse.

Como você lidaria caso todas as pessoas que você convive, todas as coisas que você tem, toda a realidade que você vive, mudasse e sobrasse só você? O apego aos relacionamentos causaria dor e saudade. O apego aos planos e projetos causaria frustração e inquietação. O apego ao dinheiro e às posses traria um senso de perturbação.

No final, a nossa vida é feita de experiências, mas o que sobra é somente a nossa consciência. Então, o que eu desejo criar é uma consciência cheia de amor, paz, alegria e gratidão. Uma consciência que jubila em graça, em gratidão, alegria e amor. Uma consciência que possui profunda sabedoria e não apenas conhecimentos de diversas áreas, mas sim uma profunda inteligência emocional.

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