A única verdade que possuímos é a existência do nosso mundo interno. Não há garantias de que tudo o que estamos vivendo não passa de um sonho, de uma projeção. E, muitas vezes, essa perspectiva parece válida quando vemos ocorrer “glitches”, “erros na matrix”, sincronicidades inexplicáveis que nos mostram que não há uma realidade subjetiva comum.

Se, no final, não há uma subjetividade para realidade, o que cria o mundo, o que cria a nossa experiência da realidade, somos nós mesmos. Tudo que acreditamos, tudo que pensamos, tudo que focamos, cria o que nós percebemos, como experienciamos, e tudo isso se torna a vivência que temos da realidade.

Nesse sentido, a realidade não pode ser real, porque é completamente subjetiva a quem a experiência. Você pode acreditar que o mundo é controlado, que há uma catástrofe que está por vir, que você precisa se proteger e se preparar: isso vai criar uma realidade, um mundo que só você enxerga, vai controlar o seu foco e moldar a sua percepção, criando, assim, uma realidade única e personalizada com base nas suas crenças.

Ou você pode acreditar que, apesar da violência, o mundo é bom, as pessoas desejam o amor, e o bem triunfa sobre o mal. Desse modo, o seu foco não vai ser nas coisas ruins, mas nas constantes expressões de amor que vemos todos os dias em cada pessoa, trazendo um senso de paz e amor dentro de ti, criando uma realidade completamente diferente da pessoa anterior. E estamos falando apenas de percepção; não destrinchamos ainda o aspecto criador da consciência.

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