Um objeto lançado sempre fará uma parábola, porque há leis que regem a matéria. Os planetas sempre irão manter sua órbita, porque seguem leis determinísticas da matéria. Podemos prever eventos astronômicos com precisão no mundo macro. Mas, se tudo fosse determinístico, não poderia haver consciência com livre-arbítrio. Porém, a consciência possui liberdade inalienável; senão, não seria consciência. A vontade, a decisão, a escolha, são partes principais do que definimos como consciente. Mas como poderíamos ser conscientes em um plano dotado de leis determinísticas?

A única forma do livre-arbítrio existir em um sistema determinístico é que haja mecanismos aparentemente aleatórios, dos quais um princípio consciente é capaz de interagir para, assim, poder gerar transformações no sistema determinístico. O princípio da incerteza na física quântica nos coloca diante de um ponto de aleatoriedade, de incerteza intrínseca, no plano da existência aparentemente determinístico, o plano material.

Em algum local da matéria, o que rege o movimento das partículas não pode ser leis, mas sim um princípio consciente. A mecânica quântica já nos demonstra que o observador é capaz de colapsar a função onda-partícula em partículas subatômicas.

Isso não apenas demonstra a factualidade do livre-arbítrio, a capacidade da mente de interferir na matéria, a independência da consciência da matéria, a imortalidade da alma, a existência de vida após a morte, mas também nos mostra o mecanismo pelo qual criaremos equipamentos para termos acesso a planos imateriais.

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