O amor faz a dor ter sentido. O amor sobrepõe-se sobre toda dor. A dor só existe porque também existe o amor. Porque, sem o amor, seria injusto sofrer. O amor dá sentido à dor. O amor, o sentimento infinito de pertencimento, que faz o insignificante sentir-se importante.

O amor é a prova da pessoalidade de Deus, mesmo diante da vastidão do universo. Porque, diante de trilhões de planetas, de trilhões de estrelas, de trilhões de galáxias, de infinitos universos, infindáveis linhas do tempo, intermináveis superposições quânticas, o sentimento de amor que Deus coloca no nosso coração remove todo o sentimento de insignificância, todo o sentimento de nada importar, todo o sentimento de nada fazer sentido.

Porque o amor é o sentimento de pertencimento, de significância, de importância. Nada faz sentido, todas as possibilidades acontecem pelo multiverso; o tempo dobra e se desdobra, flui e é manipulado, mas, no fim de tudo isso, Deus fala pelo amor: mesmo tu sendo pó, tu és o meu diamante.

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