Ninguém vê as noites de dúvida, as noites em que questionei tudo, que duvidei de tudo, que julguei a minha intuição pelo meu ego, que julguei o meu saber interno por narcisismo ou quando cheguei a considerar a insanidade. Ninguém viu quando eu confiei todas as minhas fichas, entreguei todo o meu ser, sem garantias, sem respostas prontas, e tive que esperar na incerteza. Quando vi tudo desmoronar na minha frente e a única coisa que eu tinha para me respaldar era “intuição”. Posso afirmar que esses dias ainda não acabaram, que ainda questiono muitas coisas; de vez em quando a dúvida volta a surgir e penso: “É real mesmo tudo o que eu acredito?”.
Eu continuo a ter as mesmas garantias, apenas a fé. A fé de que tudo isso não é coincidência, a fé de que os sonhos não são apenas sonhos, a fé de que Deus traz mensagens a mim por variados meios e de que não é apenas a minha mente criando significado onde não existe nada. Ninguém vê isso; vão ver o que parece ser felicidade. Vão ver o que parece ser sucesso. Não vão saber quantificar o preço que eu paguei por ele. Posso te dizer que não foi barato. Muitos dirão que foi fácil, que foi sorte, mas somente o Cristo sabe todas as vezes que eu fraquejei, o quão difícil foi acreditar. Mas eu sei que Ele sempre estava ali, me dizendo: “Vai dar certo. Confie.”
Eu me entreguei ao Cristo, tudo o que era importante para mim coloquei nas mãos d’Ele. Neguei a mim mesmo e fiz o que acreditava ser a Vontade d’Ele para a minha vida. Eu sou quem eu sou; isso é o bastante.

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